As coisas simples podem nos tocar de maneira muito especial. O legado que o grupo ABBA nos deixou através de músicas contagiante foi muito bem reproduzido no filme Mamma Mia (fiel ao musical de mesmo nome). ABBA foi um grupo sueco de pop-music formado por volta de 1970-1972 pelos músicos e compositores Björn Ulvaeus e Benny Andersson, e as vocalistas Agnetha Fältskog e Anni-Frid Lyngstad (também chamada Frida).
O que faz de músicas da década de 70 que juntas contam uma história, como uma opereta, nos envolver de maneira a sentir saudades do que não vivemos? Não há dúvidas de que o sucesso de quase 40 anos é resultado da maior expressão dos sentimentos da alma. As músicas falam de questões atemporais que todos nós vivemos em algum momento de nossa vida. O filme parece nos apresentar uma estorinha boba tirada dos contos de fadas, mas tratam sutilmente e de maneira bem divertida de questões que nos remetem a identidade, família, sonhos, mitos, ciúmes, aventuras, paixões, sentimentos, namoro, casamento, pai e mãe, tudo isso não tem um tempo ou um lugar, são coisas que estão dentro de nós.
Peço desculpas aos críticos que tem um olhar para os detalhes coregráficos, mas o filme Mamma Mia é muito agradável de assistir, dá muita vontade de cantar durante todo o tempo, a fotografia é estonteante (também na Grécia...). Meryl Streep está fabulosa e reafirma sua versatilidade em interpretar tão bem diferente papeis, como em A escolha de Sofia, Entre dois amores, As pontes de Madison, Kramer vs. Kramer, As horas , O Diabo Veste Prada e o mais recente sucesso de bilheteria Mamma Mia!.
Quero partilhar com vocês um pouco de experiência que tive ao assistir o filme. A transposição para o cinema, apesar de bastante ao musical, tem identidade própria. O melhor seria poder ouvir e cantar músicas como Dancing Queen, Knowing Me, Knowing You, S.O.S., Take a Chance on Me e The Winner Takes It All na Grécia, pois não saberia dizer outro lugar para uma história de amor acontecer que não fosse lá. Enjoy it!
Carlos, você, mais uma vez me emocionou, falando da música que nos envolve de tal maneira que nos faz ter saudade do que não vivemos. Mas será que não vivemos mesmo?... São tantas possibilidades:outras vidas, outras dimensões... Ou é devido ao bom e velho inconsciente coletivo de Jung? Que nos faz participar, de certa forma, do que outros viveram? Sim, tudo que você diz no artigo é verdadeiro, porque repercute dentro de nós, nas mais sensíveis fibras da alma.
Continue brindando-nos com seus insights, que são também de cada um de nós, mas estão ocultos e você nos revela.
Sucesso.
Ignez Pitta
Concordo, o filme faz rir e chorar, é um culto a amizade, ao amor que não tem idade, traz alegria para o coração e leveza para alma...tão necessária nos dias de hoje. Já assisti duas vezes e vou de novo se tiver boa companhia . Carla
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